Pesquisa de mestrado em andamento
Ter internet não é estar conectado.
Uma escola pode ter contrato de 200 Mbps e, no laboratório onde os alunos realmente usam a rede, não conseguir abrir uma videochamada. Esta pesquisa mede a diferença entre as duas coisas em 75 escolas públicas de Fortaleza.
O que é conectividade significativa
Contratar banda larga é uma condição, não um resultado. Conectividade significativa é a rede efetivamente entregar o que a atividade pedagógica exige: uma turma inteira assistindo a um vídeo, uma videochamada estável, um material pesado que baixa antes de a aula acabar.
A diferença entre o contratado e o entregue não aparece em nenhum cadastro. Só aparece medindo, na escola, no horário de aula, do ponto onde os alunos estão.
O ICSE
O Índice de Conectividade Significativa Escolar resume em uma escala de 0 a 100 oito medições distintas: velocidade, latência, estabilidade sob carga, qualidade de aplicações, videoconferência, vídeo sob demanda, transmissão ao vivo e WebRTC.
Como a medição é feita
Cada escola recebe 30 medições, não uma. Elas se repartem em dois pontos, três janelas de horário e 5 capturas em cada combinação — porque a mesma escola tem redes diferentes em lugares diferentes, e a rede de 7h da manhã não é a rede das 10h.
Dois pontos
- Wi-Fi pedagógico
- Cabeado administrativo
Três janelas
- inicio · 07h00–08h00
- pico · 09h30–10h30
- final · 11h00–12h00
75 escolas × 2 pontos × 3 janelas × 5 capturas = 2.250 medições previstas, sempre às terças, quartas e quintas.
Nenhum dado pessoal
O instrumento mede rede, não pessoas. Não há cadastro de aluno, professor ou funcionário; não há nome, documento, e-mail ou endereço em nenhum registro. O que fica gravado são métricas de rede e dados da escola como instituição — código INEP, rede de ensino, regional e infraestrutura declarada. Quem opera a coleta em campo não cria conta: recebe um link que identifica a escola, e esse link pode ser desativado a qualquer momento.